Clube do Bandana®


Minha Rio+20

Por Sandro Nicodemo

                Inicio este texto após retornar do maior evento do qual já tive a oportunidade de participar durante meu trajeto no movimento ambientalista: a RIO+20. O evento acontece após vinte anos a Eco 92, também realizada no Rio de Janeiro, ou ainda, depois de quarenta anos de Estocolmo 72.

                Cheguei ao mesmo com a simples expectativa de poder divulgar um pouco do trabalho que realizo e, principalmente, trocar experiências com outros coletivos e/ou pessoas que tivessem algo para oferecer em conhecimento e energias positivas. Também foquei a participação na atividade da Rede Paulista de Agenda 21 Locais, da qual participo. Na bagagem, levei algumas instituições/programas/processos que pude representar no mesmo, sendo eles: Casa de Saúde Santa Marcelina, Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS), Instituto iBiosfera – Conservação & Desenvolvimento Sustentável, Agenda 21 do Grande ABCDMRR e Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz de São Mateus (CONREMAD).

                Optei pelo título acima, considerando que cada um dos participantes deve ter feito uma leitura pessoal do mesmo, considerando pontos positivos e negativos, pessoais e coletivos, bons e ruins etc. Assim, tentarei contar um pouco sobre a minha rotina nos dias em que estive no evento, uma espécie de “diário”, aproveitando para realizar uma leitura crítica, quando possível, sobre essa participação e citar os amigos e companheiros que encontrei por lá (os nomes estarão grifados). Muitas informações ainda estão sendo digeridas e talvez ainda não estejam maduras o suficiente para compor este texto.

                Primeiro dia - 19/06/2012: todos de malas prontas e super dispostos a participar do maior número de atividades possíveis durante a estadia no Rio de Janeiro. No caminho e durante toda a estadia pelo RJ, lembrei muito do Xiquinho (*05/05/1952 +10/08/2009), meu grande mestre, que me ensinou muito na Holos21!  Fomos em cinco pessoas no carro, sendo: eu (Sandro), Angélica, Gisele, André e Paulo (todos colaboradores da APS Santa Marcelina, onde exerço minha atividade remunerada). Saímos cedinho de São Paulo e, após uma viagem bem tranquila (vale destacar o episódio engraçado onde um dos integrantes do grupo trancou a chave do carro no porta-malas, necessitando de um chaveiro para resgatá-la, risos), chegamos ao Rio de Janeiro, com as ruas, passarelas e pé dos morros ocupados pela: guarda civil municipal, polícia militar e exército. Neste cenário se daria a guerra entre as ideias dos governos e sociedade civil. Considerado um território da ONU durante no período do evento, acredito que o Rio de Janeiro nunca esteve tão segura (durante toda a estadia, não soube de um caso sequer de roubo ou violência). As rádios diziam: “Pena que quando a Rio+20 acabar tudo voltará ao normal”. Após a breve passada pelo centro e muitas voltas com a ajuda de um GPS navegado pelo meu amigo Paulo, chegamos ao local onde ficaríamos hospedados: um Castelinho localizado dentro do Colégio Santa Marcelina. Fomos muito bem recebidos pelas Irmãs e, durante toda a estadia, muito bem tratados naquele belo local a quem só temos a agradecer. Lá, encontramos a Samara, nossa amiga e colega de trabalho, que também nos acompanharia nos próximos dias. Nossa hospedagem ficava localizada cerca de quarenta minutos de distância do Aterro do Flamengo, onde acontecia a Cúpula dos Povos, o que nos levava a ir bem cedo para o local e passarmos o dia por lá, retornando somente no final da noite para um bom banho e poucas horas, mas suficiente, de sono. No espaço chamado “Cúpula dos Povos” é o local onde aconteciam as principais atividades como: mobilizações, concentrações e trocas entre a sociedade civil; em contraponto ao encontro dos governantes (presidentes) na Riocentro. Ainda no primeiro dia, após a apropriação da nossa hospedagem, fomos direto para o Centro, aproveitar a noite e fazer o reconhecimento do local. Andamos um pouco pela Cúpula, que ainda estava agitada, apesar do horário noturno, onde já encontrei um camarada do Coletivo Jovem de Meio Ambiente (CJ) e ONG Ecosurfi, João Malavolta, que faria uma atividade por lá envolvendo “Surf e Sustentabilidade”, além de me dizer algo que marcaria meus próximos dias no RJ: “- Essa aqui é a Rio+Anda!”, já antecipando meu cansaço nas andanças dos dias seguintes. Em seguida, partimos em busca de um jantar. Paramos numa pizzaria e descansamos. Enquanto comíamos numa Choperia no bairro da Glória, pude cumprimentar alguns companheiros e amigos andantes: Doroty e Silvia (Rede Paulista de Agenda 21 Locais), Aggnes, Fabrício e Rafael (Instituto Triângulo). Comecei a me sentir em casa. Após a pizza, fomos nos encontrar com estes amigos no famoso bairro da Lapa, onde pudemos conversar mais ainda, e encontrar o Elizeu (de Diadema). Com a sensação de missão cumprida para o primeiro dia, voltamos para nosso “Pequeno Castelo” (nome de uma música da banda “O Teatro Mágico”), localizada no Alto da Boa Vista, praticamente dentro do Parque da Tijuca (haja verde e silêncio, uma delícia!). Tomamos um bom banho, dormirmos para acordar cedo no dia seguinte e tomar um café da manhã preparado pelas Irmãs às 7:30, aliás, isso aconteceu durante todos os dias, “para nooooossa alegria”, risos.

 

Segundo dia - 20/06/2012: Neste dia nosso grupo se dividiu em dois, onde a primeira, formada por mim, André e Samara, fomos para a Cúpula dos Povos, enquanto a outra turma: Angélica, Gisele e Paulo; marcavam presença no Riocentro, participando de algumas palestras nas quais haviam feito inscrição prévia. Encontrei as Gestoras Locais do PAVS pela parceira SPDM: Kelly, Carla, Silvia e Thais, que faziam uma ótima divulgação do Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS) pela Cúpula dos Povos, inclusive com nossa representante Carla participando da RádioRua, oficial da Rio+20! Também encontrei a Gestora Regional do PAVS Norte, Carol. Saímos para almoçar e seguimos direto para o maior evento da Cúpula: a Marcha Global dos Povos! A Marcha começou na Candelária e caminhou por toda a Avenida Rio Branco, chegando à Cinelândia. Fiquei por um tempo ao lado do “Coletivo Palavra”, onde estava minha colega Caren, num batuque hipnotizador, motivador, contínuo, reutilizando materiais diversos (latas de tinta, bombonas plásticas etc). Essa Marcha realmente é bem difícil de se descrever em poucas palavras, as sensações e sentimentos diversos, de união, cumplicidade, reciprocidade, esperança, expectativa, bons fluidos e tantas outras que invadiam meus pensamentos sem cessar. Diversos movimentos sociais com mensagens positivas, de protestos, em busca de justiça sócio-econômico-ambiental, em total sinergia, em apoio mútuo! Tudo isso me fazia acreditar, mais ainda, que eu estava no caminho certo, no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas! Tudo perfeito! Minha história havia me levado até lá! O mundo poderia ter esperança de um futuro melhor, mais saudável, justo, sustentável! À noite, fomos jantar e assistir ao tão esperado jogo do Corinthians X Santos, que empataram em 1 x 1, numa chopperia no bairro Glória: TIMÃO NA FINAL DA TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA!

 

Terceiro dia - 21/06/2012: Acordei pensando na atividade principal para o dia: a reunião da Rede Paulista de Agenda 21 Locais! Após fixar o banner do Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz de São Mateus (CONREMAD São Mateus) no espaço da Cúpula dos Povos, ao lado da tenda da CUT, onde aconteceria o encontro. Iniciamos com uma enorme Ciranda da Rede Paulista de Agenda 21 Locais (Nina, Soraya, Edgard, Marcelo, Charles, Marquinho, Cintia, Roque, Flávia e muitos outros agendados). Após a atividade, conheci pessoas especiais do Pará, a professora Socorro e a estudante Daynara, especialistas em implantação de COM-Vidas e Agenda 21 na Escola. Em seguida, fui almoçar com meu amigo Edgard no bairro do Catete, onde pudemos colocar o papo em dia. Retornei sozinho para a Cúpula e aproveitei para caminhar entre as tendas de artesanato, onde ainda não havia transitado, e comprar algumas lembrancinhas para o bebê e para a Jú, minha noiva. Após o reencontro com a turma, fomos jantar com: Bárbara, Marta, Cláudia, Luiz Afonso, Guilermo, na mesma chopperia do dia anterior, no bairro Glória. Neste dia voltamos cedo pra casa, estávamos muito cansados dos primeiros dias.

 

Quarto dia - 22/06/2012: Queríamos visitar a exposição no museu sobre reciclagem (Humanidade 2012), montada no Forte de Copacabana, mas parte do grupo desanimou com o tamanho da fila (com 4 horas de duração), e optamos, eu, Paulo e Angélica, por conhecer outras coisas por lá. Andamos de bike do Itaú pelo valor diário de R$ 5,00, onde conhecemos a praia de ponta a ponta (entre os Fortes) e depois caminhei sozinho por outras ruas, conhecendo lojas especializadas em turistas (vendem bonecos das profissões: BOP, Polícia Civil e petroleiros, risos). Após nos encontrarmos com os demais integrantes do grupo, propusemos o retorno para casa assim que chegássemos ao Castelinho, e todos concordaram. Eu já estava com muita saudade de casa, da Jú e do futuro bebê (ainda, somente uma barriga, risos). Nos despedimos e agrademos muito as Irmãs pelo acolhimento e saímos do Castelinho do Colégio Santa Marcelina às 20h. Cheguei em casa, após algumas paradas na viagem e entrega dos meus amigos em suas casas, por volta das 5h, são e salvo!

Assim como os governantes e povos organizaram suas agendas, resolvi estipular abaixo os compromissos pessoais com os quais devo cumprir, fazendo a minha parte dentro do sistema:

FAMÍLIA...

- Dedicação à educação do Vinícius, meu filhão, que chegará em Agosto;

- Maior atenção à família (pais, avó, irmã, tios, primos);

POLÍTICA...

- Maior envolvimento político em Santo André, cidade onde moro, buscando a implantação da Agenda 21 de Santo André e o fortalecendo a candidatura a vereador do meu amigo Fabrício;

- Participação e fortalecimento da Rede Paulista de Agenda 21 Locais, contribuindo na organização do II Encontro da Rede Paulista de Agenda 21 Locais;

- Acompanhamento do Fórum Social do ABCDMRR, retomada da articulação com a Agenda 21 do Grande ABCDMRR, divulgação do Programa Cidades Sustentáveis nas cidades do ABCDMRR;

- Contribuir no Instituto iBiosfera mobilizado com a saúde administrativo/financeira em ordem;

- Estudar sobre Socialismo e partidos políticos socialistas, por imaginar que seja uma tendência mundial;

- Escolher bem os próximos candidatos, conhecendo suas propostas e acompanhando os respectivos mandatos;

PROFISSIONAL...

- Direcionar, cada vez mais, os trabalhos do PAVS em São Mateus para o envolvimento da comunidade com o programa;

- Participar com maior dedicação do CONREMAD São Mateus, organizar o plano de trabalho e buscar o envolvimento de mais pessoas para fortalecê-lo;

- Planejar um projeto de mestrado na área de Saúde Ambiental;

CORPO...

- Praticar mais esporte (futebol, corrida, bike, natação, triathlon);

- Reduzir o consumo de carne, visando o vegetarianismo.

MENTE...

- Ler mais livros sobre Saúde Ambiental e assuntos diversos;

- Aprender Esperanto (idioma universal);

ESPÍRITO...

- Criar momentos de meditação durante o dia;

- Conhecer e me aproximar mais sobre da religião Hare Krishna.

 

E essa foi a minha Rio+20! Desculpem-me pelos esquecimentos, mas é tudo que tenho para o presente.



Escrito por Bandana® às 22h12
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INVASÃO E INFLUÊNCIA NA AUTONOMIA: 3 CASOS EM 10/03/2012

Caso 1: vizinhos discutem e acontece agressão

Caso 2: roubam o estepe do seu carro

Caso 3: guardador de carro pede R$ 10,00

 

Como cada uma das questões acima poderia ser resolvida em: curto, médio e longo prazo? Como solucionar de forma sustentável?

Acima, citei somente as três principais situações que ocorreram ontem, e que interferiram diretamente na minha vida, sendo que não pedi e nem previ que aconteceriam. A primeira deixou todos aqui da casa onde moro: tensos, incomodados, inclusive, atrapalhou uma soneca após o almoço, o que deveríamos ter direito de fazer em paz.

Recentemente, li uma matéria sobre as mudanças de hábito que precisamos ter com o passar dos anos, adequando-nos às mudanças positivas e, principalmente, negativas como: aumento de violência, tráfico, corrupção, congestionamentos, descaso, ganância etc...é cada coisa que fazemos pra nos livrar destes males, pare e pense...

Como a dinâmica da nossa vida depende dos outros ao nosso redor, e achamos que podemos ser donos do nosso próprio nariz. Os outros demandam pra você. Acho que a nossa principal preocupação deveria ser: não demandar para os outros! Aquele negócio: faça o que você quiser, desde que não me incomode direta e/ou indiretamente!

No primeiro caso, a forma de intervir foi manter a calma e permanecer neutro perante o conflito, como mediador/observador, na tentativa de minimizar os danos já causados e dar tempo para que ambos esfriassem a cabeça e pudessem refletir sobre seus atos, além do processo que os levaram até a esse ponto, mesmo considerando uma atrocidade um filho bater na mãe idosa, deficiente e alcoólatra. Os motivos/argumentos até tentam amenizar e justificar a violência doméstica, mas não se justifica tal atitude, jamais!

Sobre o roubo do estepe, achei uma cara de pau sem tamanho! Uma sensação de invasão, impotência, exposição e impunidade! Aconteceu em frente de casa, talvez durante a chuva que caía. Talvez enquanto eu me preocupava com os problemas dos vizinhos. Guardar o carro na garagem resolveria o problema? Seria questão de tempo? Pelo menos não levaram a tampa traseira do carro: um consolo?

E o terceiro caso, algo que virou crônico! Em qualquer lugar surge um “flanelinha”, que nem flanelas carregam mais, mas que tem uma grande facilidade em persuadir as pessoas, seja em corridas, formaturas ou casamentos, como foi o caso ontem. Eles possuem uma grande rede de articulação e conhecem os principais eventos. Optam por “atacar” motoristas que estão naquele determinado local raramente. No exemplo de ontem, no clube, onde sempre costumo parar o carro para curtir uma piscina ou treinar, e nunca fui incomodado pelos mesmos (talvez seja uma condição para a diretoria do clube não incomodá-los, já que devem ser pessoas influentes da região). No dia do casamento, só por estar com uma roupa “diferente”, um cara, “vestido para matar”, “falando para matar”, me abordou pedindo dinheiro e, durante as argumentações de ambos os lados (onde ele ficaria ali sozinho com o meu carro, durante toda a noite e início de madrugada), tive que desembolsar R$ 10,00 para que ele cuidasse do meu carro durante 15 minutos e fosse embora, após realizar as arrecadações “voluntárias”.

Vamos às soluções tomadas:

Caso 1:

- Curto prazo: esfriar a cabeça dos protagonistas do conflito

- Médio e longo prazo: conversas individuais

Caso 2:

- Curto prazo: divulgação da ocorrência para amigos

- Médio e longo prazo: melhoria no sistema de segurança do estepe pela montadora

Caso 3:

- Curto prazo: denunciar ao clube

- Médio e longo prazo: conselho de segurança do bairro e ouvidoria de prefeitura

Importante lembrar que, após ligação à polícia (190), que prometeu enviar uma viatura, a mesma não apareceu. Ao ligar para o SAMU, dizendo que a vítima estava com sangramento constante, tivemos que esperar cerca de meia hora até que a ambulância chegasse ao local.

Uma sensação de impotência, misturada com oportunidade, paciência e esperança?



Escrito por Bandana® às 22h11
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ERA UMA VEZ UM PLANETA...

 

Era uma vez um planeta...

 

Onde plantas, animais e pessoas

Tinham tudo aquilo que precisavam

Sem se preocupar com a escassez

Do alimento e das relações

 

Um dia o homem entrou em crise

Uns querendo dominar os outros

Acabando com a amizade e família

Deixando pra trás a cooperação

 

Alguns viraram políticos

Que se diziam representantes da maioria

Na verdade, especialistas em corrupção

Pensaram que viveriam felizes para sempre

 

Outros se transformaram em empresários

Explorando pelo bem da economia

Tornando os semelhantes seus escravos

Acharam que viveriam felizes para sempre

 

Algumas pessoas da sociedade

Também querendo levar vantagem

Buscaram formas ilegais pra se darem bem

Imaginando que viveriam felizes para sempre

 

Ainda restou a grande maioria

Que não se misturou com essa gente

Mas que também não lutou contra essa doença

Sonhando que viveriam felizes para sempre

 

E assim, a harmonia das relações se foi

A crise de confiança dominou as pessoas

As plantas e animais não tiveram como reclamar

Ficou tarde demais pra tentar remediar

 

Era uma vez um planeta...

 

Bandana

(21/02/2012)

 



Escrito por Bandana® às 01h35
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CHOCAR, AGRADAR E CAGAR

Quero escrever sobre tantas coisas

Por onde vou começar?

 

Pelas dúvidas e escolhas

Que toda hora devo tomar?

 

Pelas burocracias impostas

Que nos impede de caminhar?

 

Pelas hipocrisias vendidas

Que relutamos, mas queremos comprar?

 

Pelas moralidades sem fim

Que tenta nos congelar?

 

Pelas merdas que de mim saem

Que dá nojo só de pensar?

 

Pelas definições de amor e paixão

Que na hora H quer gozar?

 

Pelos motivos diversos

Que me levaram a noivar?

 

Pela relação de amigos

Que com orgulho quero elogiar?

 

Pelas palavras e frases quaisquer

Que essa poesia fez terminar?

 

Bandana

(22/09/2011)



Escrito por Bandana® às 11h17
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VIRANDO DO AVESSO

Preservar a natureza

Tem que praticar

Parece bem simples

Mas precisa criar

 

Qualquer embalagem

Você pode usar

Virá-la do avesso

Pra presentear

 

Repare na caixa

É lisa por dentro

Quer que eu te ensine?

Continue lendo

 

Desmontar a caixinha

E ao contrário dobrar

Utilizar boa cola

E prendedor pra grudar

 

Essa brincadeira

De improvisar

Formou um presente

Vou economizar!

 

Aprontar essa arte

Foi quem me ensinou

Reduzi o meu lixo

O planeta gostou!

 

Bandana

(27/08/2011)

34ª Ciranda Mensal CAPPAZ – “A ARTE E A NATUREZA”

Homenagem ao projeto: www.virandodoavesso.com.br



Escrito por Bandana® às 19h47
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VIRANDO DO AVESSO (Haikai)

Eu era lixo

Mas inverti o lado

Virei presente

 

Bandana

(27/08/2011)

 

 



Escrito por Bandana® às 19h46
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FAZER POESIA, IMPREVISÍVEL!

Hoje acordei disposto

A fazer uma poesia

Que fosse alegre, divertida

Que falasse de paz, coisas positivas

 

Ao chegar no trabalho

Motoboy atropelado (morreu)

Carros batidos

Resgate trabalhando

 

Fui para uma reunião

Muitos não estavam

Conversamos, somente

Sobre remarcação do encontro

 

Ligo para a namorada

Ela está brava

Não queria falar comigo

Só pude ficar chateado

 

E assim

Meu plano inicial

Foi por água abaixo

E a poesia ficou triste.

 

Bandana

(25/08/2011 – 10:00)



Escrito por Bandana® às 20h44
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PERGUNTA: PAZ?

Posso fazer uma pergunta?

Assim, como quem não quer nada?

Preparado para refletir?

E se alguns adjetivos desaparecessem?

 

O bonito e o feio?

O inteligente e o burro?

O rico e o pobre?

O gordo e o magro?

 

Será que existiria o rótulo para as pessoas?

Será que existiria o bullying?

Será que existiria a desigualdade?

Será que existiria o preconceito?

 

Pra quê concursos de miss?

Pra quê copas e olimpíadas?

Pra quê ranking dos mais ricos?

Pra quê medida ideal?

 

Quem inventa isso quer guerra?

Quem inventa isso quer competição?

Quem inventa isso quer desunião?

Quem inventa isso quer alimentar a inveja?

 

E se cortássemos o mal pela raiz?

E se interrompêssemos essa lógica?

E se acabássemos com todas as agressões e elogios?

Estaríamos preparados para tanta paz?

 

Bandana

(10/08/2011)



Escrito por Bandana® às 20h16
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MARIA LUISA ENTRA EM CAMPO

Homenagem ao nascimento de Maria Luisa, filha da minha amiga, colega de trabalho e santista roxa: Verônica

 

A hora tão esperada chegou!

Tudo armado para o espetáculo

O primeiro a ser admirado

Por essa curiosa e fanática torcida

 

O jogo vai começar!

Todo o estádio aguarda em histeria

As negociações duraram anos

O aquecimento, nove meses ininterruptos...

 

Como e quando ela entrará?

O tempo é quem vai falar

Fiquemos atentos e ansiosos

Pois é imprevisível, como Neymar

 

Chega escoltada pela diretoria

Cartolas vibram com a conquista

Fotógrafos atentos, quase não piscam

- Olha lá, alguém se aproxima!

 

Enfim, o momento tão esperado

Sob a forte luz dos holofotes

A mais nova e bela santista

Entrou em campo Maria Luisa!

 

Bandana

(09/08/2011)



Escrito por Bandana® às 20h15
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LIVRO

Livro provoca

Lavra conhecimento

Livra do tédio!

Bandana - 25/04/2011 - Roda Poética "Dia Mundial do Livro - 23/04"



Escrito por Bandana® às 18h31
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TINTA...

Transforma um lar

Mesmo se onde pintar

Tristeza morar

Bandana - 05/04/2011 - Roda Poética "Pintando a Paz", em comemoração aos 3 anos de fundação da CAPPAZ



Escrito por Bandana® às 18h29
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CRUZEIRO

Um dia deu nome ao nosso dinheiro

Ainda bem que virou real

Pois é assim que te quero: perto de mim

 

Olho pro céu, lá esta ela

A constelação mais brilhante

Igual sua beleza, mesmo quando distante

 

Influenciou até no futebol

Que me fez trocar o Mineirão pela Toca da Raposa

Torço é pra que “tu voltes logo”, como se diz no sul

 

E agora leva meu amor

Por um passeio sereno, cheio de sabor

Só me resta esperar, e assim o faço

 

Aliás, nunca é demais lembrar

Essa será minha conduta

Aguardá-la na sala de estar.

 

Bandana

(12/03/2011)



Escrito por Bandana® às 21h05
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RETOMADA

Como pude estragar tudo?

Terminar com algo encantado

Uma admiração sem medida

Uma relação bem resolvida

 

Como pude estragar tudo?

Dois pesos que não se medem

Uma merda que fere

Nenhuma noção do que se deve...

 

Como pude estragar tudo?

Viver grande amor é proibido?

Tanto que criou um bandido

Detonou o meu (fraco) juízo?

 

Como pude estragar tudo?

Ferida profunda que não cicatriza

Será que se joga fora assim

Algo que duraria uma vida?

 

Como pude estragar tudo?

Esquecer sentimento tão lindo

Dois anos, tantos planos

Só pode ter sido engano!

 

Como pude estragar tudo?

Qual o perdão que mereço disso?

Preciso acabar de vez

Limpar o passado omisso!

 

Como pude estragar tudo?

Que venha a vida nova!
De quando eu escrevia,

Produzia várias provas....

 

....de amor, de carinho,

com poesias

e única princesa

nas minhas fantasias...

 

Bandana

(14/02/2011)



Escrito por Bandana® às 19h59
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ITAGUARÉ

Na praia, nossa história

Momentos do surf, a glória!

A pesca, os peixes, tantas jóias

Nesse lugar, muitas memórias

Deus criou a implora vitória!

 

Cuidemos como se fosse nossa

Mesmo sabendo que não é

Enquanto querem destruí-la

Como se fosse de ninguém

Nessa disputa, quem é o mané?

 

Ela, Itaguaré, é de todos

Queremos deixá-la assim

Como a encontramos

Como a conhecemos

Como a admiramos

Linda, livre, soberana, dona de si

 

Podemos ser referência para o mundo

Talvez, de ganância pelo dinheiro

Enchendo de casas de veraneio

Mas talvez por preservá-la

E usar bem esse meio.

 

Podemos virar reféns de madames

Que um dia nos deixe na mão

Ou escolhermos outro caminho:

Monitoria, guia, comércio, micro e pequena empresa,

Pesquisador, educador...que beleza!

 

Um exemplo de como viver aqui

Onde mandamos no próprio nariz

 

Mas para isso precisamos deixar a mata em pé

Preservar Itaguaré!

 

Bandana

(07/10/2010)

PS. Lida durante audiência pública em Bertioga, 07/10//2010.



Escrito por Bandana® às 23h08
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JA-JE-JI-JO-JU

JAcaré muito teimoso

JEito estranho de sair da água

JIbóia pode te pegar

JOão saiu correndo de medo

JUliana ficou olhando e achou graça


Bandana - 12/09/2010

Feliz aniversário Jú! Parabéns pelo lindo trabalho que desenvolve com as crianças! Por isso e por muito mais, TE AMO!
13/09/2010



Escrito por Bandana® às 12h01
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Arte e cultura, Esportes, Agenda 21
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